Cecília Olliveira é jornalista investigativa especializada na cobertura de violência, tráfico de armas e tráfico de drogas. É co-fundadora do Intercept Brasil, fundou o Instituto Fogo Cruzado, conselheira consultiva da Agência Pública e outras organizações. Lançou o livro Como nasce um miliciano: A rede criminosa que cresceu dentro do Estado e domina o Brasil.
Cecília Olliveira nasceu na cidade de Contagem, Minas Gerais, é uma jornalista investigativa dedicada à cobertura da violência e do tráfico de drogas e armas. Conta com diversos cursos que integram seu currículo: pós-graduada em Criminalidade e Segurança Pública pela UFMG; cursou Políticas de Drogas, VIH y derechos humanos, pela Intercambios Asociación Civil; La Cobertura Del Narcotráfico, pela University of Texas in Austin; e Latin American Advocacy Fellowship Program on Drug Policy Reform, como bolsista da Open Society, em Londres.
A carreira de Cecília começou em organizações do terceiro setor, atuando em projetos de comunicação comunitária, direitos humanos e segurança pública. No Observatório de Favelas do Rio de Janeiro e na Redes de Desenvolvimento da Maré, foi responsável pela articulação da comunicação institucional e pela produção de conteúdo, entre os anos de 2010 e 2012. Essa experiência se soma ao seu trabalho no Programa de Redução da Violência Letal, que juntos marcam o início de uma trajetória no jornalismo investigativo engajado nos temas sensíveis da sociedade.
Entre 2012 e 2016, Olliveira integrou a Law Enforcement Against Prohibition (LEAP Brasil), entidade que atua na crítica às políticas de drogas e na defesa de alternativas mais humanas e eficazes. Foi através dessa vivência que consolidou sua especialização em segurança pública e na análise das consequências da “guerra às drogas”.
Em 2016, fundou o Instituto Fogo Cruzado, laboratório de dados sobre violência armada, que mapeia tiroteios e confrontos armados no Rio de Janeiro e em Pernambuco por meio de um aplicativo colaborativo. O projeto, referência em transparência e dados abertos, é usado por pesquisadores, jornalistas, organizações civis e moradores de áreas afetadas pela violência.
No mesmo ano, tornou-se co-fundadora e repórter especial do Intercept Brasil, onde assinou reportagens de impacto, incluindo investigações sobre milícias, turismo que reproduz práticas escravocratas e o comércio internacional de munições usadas em crimes no Brasil.
Além do jornalismo diário, Cecília integra conselhos consultivos de organizações como a Agência Pública, Data Privacy Brasil, Coletivo Papo Reto e ISER. Foi ainda fellow da Shuttleworth Foundation, que apoia líderes sociais inovadores, e colabora com iniciativas internacionais de defesa de direitos humanos e reformas nas políticas de drogas. Também foi diretora da Abraji.
Recebeu o prêmio de Mídia Livre, concedido pelo Ministério da Cultura a equipe de comunicação do Observatório de Favelas pelo conteúdo do Notícias & Análises, boletim quinzenal produzido pela instituição.
Em 2025, lançou o livro “Como nasce um miliciano: A rede criminosa que cresceu dentro do Estado e domina o Brasil”, pela editora Bazar do Tempo.
No mesmo ano, foi indicada entre os 100 +Admirados Jornalistas do Brasil, prêmio realizado pela Jornalistas&Cia.
Atualizado por J&Cia em agosto de 2025
Fontes:
https://www.linkedin.com/in/cecília-olliveira
https://www.linkedin.com/in/cecília-olliveira
https://congresso.abraji.org.br/palestrante/cecilia-olliveira
https://www.intercept.com.br/equipe/cecilia-olliveira-brasil
https://www.bazardotempo.com.br/products/como-nasce-um-miliciano