Jornalista

Caco Barcellos

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Caco Barcellos é jornalista e escritor, reconhecido pela atuação em grandes veículos e pela direção do Profissão Repórter. Referência no jornalismo investigativo, é autor de obras marcantes como Rota 66 e Abusado. Com dezenas de prêmios, construiu carreira destacada pela coragem, profundidade e compromisso com direitos humanos e justiça social. Em 2014 e 2015 foi escolhido entre os '+ admirados jornalistas brasileiros' TOP 10, em eleição feita por Jornalistas&Cia em parceria com a Maxpress. Classificou-se em 2º lugar no ranking nacional.

Cláudio Barcelos de Barcellos, conhecido pelo nome de jornalista Caco Barcellos, nasceu em 5 de março de 1950, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Sua trajetória pessoal é marcada por diversos bicos como taxista, entregador e feirante, o que moldou seu olhar social e o conectou com as realidades periféricas que posteriormente se tornaram o foco de suas pautas no jornalismo. 

Caco formou-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) em 1975, após ingressar inicialmente no curso de Matemática. Ainda na juventude, foi um dos fundadores da Coojornal, a primeira cooperativa de jornalistas da América do Sul, e da revista Versus, que produziu reportagens investigativas durante a ditadura. 

Sua carreira profissional começou na Folha da Manhã, em Porto Alegre, veículo que permaneceu por cerca de três anos. Além disso, teve passagens por publicações influentes como IstoÉ e Veja, e atuou como correspondente em Nova York, Londres e Paris. 

Ingressou na Rede Globo em 1982, trabalhando inicialmente no Globo Repórter, Fantástico e Jornal Nacional, antes de se consolidar como repórter investigativo. Em 2006, criou o Profissão Repórter, onde é diretor e apresentador, o programa se tornou referência em jornalismo investigativo e narrativas de bastidores.

Caco é autor de obras notáveis, dentre elas estão os livros-reportagem “Rota 66 - A História da Polícia que Mata” (1992) e “Abusado - O Dono do Morro Dona Marta" (2003). Ambos os prêmios foram agraciados com o Prêmio Jabuti de literatura, Rota 66 venceu em reportagem em 1993 e Abusado conquistou reportagem e Livro do Ano – não ficção, em 2004.   

Sua atuação premiada inclui mais de 20 reconhecimentos, como o Prêmio Vladimir Herzog (inclusive pelo livro Abusado em 2003), Prêmio Jabuti e outros anunciados por veículos como Comunique-se e ONU, além de troféus em direitos humanos. Em 2022, foi laureado com o título de Personalidade da Comunicação no Congresso Mega Brasil e, em 2025, recebeu o Troféu Audálio Dantas, reconhecimento por coragem, indignação e esperança.

Reconhecido como mentor de jovens repórteres, no 18º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji (2023), foi homenageado pelo impacto de sua carreira e pelas novas técnicas que trouxe ao telejornalismo. 

Caco Barcellos permanece como referência no jornalismo investigativo brasileiro, defendendo um trabalho de rua, humano e comprometido com as injustiças sociais. Assim, ele segue defendendo que as reportagens devem ser feitas com “persistência, persistência e persistência”. 


Atualizado por J&Cia em agosto de 2025


Fontes: 

https://memoriaglobo.globo.com/perfil/caco-barcellos/noticia/caco-barcellos.ghtml

https://congresso.abraji.org.br/palestrante/caco-barcellos

https://labjornalismo.pucrs.br/conteudo/o-jornalismo-investigativo-esta-no-dna-de-caco-barcellos/

https://portal.megabrasil.com.br/anuario/noticias/ler/6120/caco-barcellos-e-a-personalidade-do-ano

https://www.agazeta.com.br/residencia/confira-10-curiosidades-sobre-a-vida-e-carreira-de-caco-barcellos-que-desembarca-em-vitoria-nesta-quarta-feira-0625https://sjsp.org.br/mino-carta-e-caco-barcellos-recebem-trofeu-audalio-dantas-em-6-de-junho/


Resumo

Experiência profissional

1982 - Atual
Globo (Televisão)
Geral
Repórter Especial
Formação

Formação acadêmica

1975
Jornalismo
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) (RS)